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quinta-feira, 1 de junho de 2023

A Tríade dos Linos

Triquetra, por vezes chamada de triqueta, é um símbolo celta formado por três arcos interligados. Esse símbolo pagão foi adotado pelos cristãos com o significado de trindade e eternidade. Isso porque a composição das suas formas geométricas faz com que ela se assemelhe a três peixes. No Cristianismo, o peixe é representado justamente pela transposição de arcos.


Vamos conhecer um pouco sobre a Tríade dos Linos os irmãos Elizeu Ferreira, Jonas Lino e Francisco Lino bisnetos do Cap. José Ferreira de Carvalho fundador da cidade de Araci. Estes filhos de José Lino e Ana Arestides (ambos primos) senão vejamos, ele filho de Rita Constantina de Oliveira - Fazenda Madeiras e Virgínio Eloy de Oliveira, ela filha de Francisco do Aristides de Carvalho e Maria Ferreira Lima. Rita Constantina e Francisco Aristides eram irmãos filhos do Cap. José Ferreira de Carvalho dito isso vamos desvendar a tríade dos Linos. Esses três irmãos na juventude buscaram trabalhar e construir suas vidas sendo que dois deles foram para o sul da Bahia trabalhar nas lavouras cacaueiras, onde lá juntaram dinheiro e voltaram para o nordeste baiano e começaram a projetar suas vidas. 

Elizeu Ferreira foi o primeiro a se estabelecer na região onde hoje conhecemos como Povoado Melancia, aí ele adquiriu uma propriedade e construiu uma casa (segundo relatos era um casarão que se assemelhava aos dos coronéis da época). Casa esta que possuía um armazém em anexo onde eram guardadas as sementes das colheitas, peles de animais, ferramentas de trabalho e etc.

Jonas Lino quando regressou para o semiárido baiano adquiriu algumas propriedades inclusive a que pertencia a seu irmão Elizeu juntamente com a casa, onde ai viveu com sua esposa e criou parte de seus filhos, posteriormente adquiriu outra casa onde hoje localiza-se próximo a praça principal do povoado e até hoje residem alguns de seus descendentes.

 Francisco Ferreira (Chico Lino) quando retornou do sul da Bahia foi morar numa localidade chamada Tingui, posteriormente foi morar na Melancia onde adquiriu uma propriedade numa localidade chamada Capim do Balaio que fica na estrada que liga o Povoado Melancia ao Povoado do Paiaiá aí constituiu família e morou até sua morte.

Os três irmãos casaram-se com três irmãs, estas filhas de Joana Pereira e João Torquato.

Em 1934 Elizeu Ferreira de Oliveira casou-se com Maria Alves de de Jesus (Sinhá) e moraram na Melancia até 1949 quando estes foram morar na localidade conhecida a época como Fazenda Conceição atualmente denominado como Tanque Novo onde Elizeu possuía propriedades e criações de animais. Tiveram dez filhos Maria Benigna Alves de Oliveira, José Alves de Oliveira (in memoriam), Benigna Alves de Oliveira, Ana Alves de Oliveira (in memoriam), Isabel Alves de Oliveira, Antônio Alves de Oliveira (in memoriam), Luzia Alves de Oliveira (in memoriam) e Dorgival Alves de Oliveira sendo que dois faleceram pouco depois de terem nascidos Dimas Alves de Oliveira (in memoriam) e Manoel Alves de Oliveira (in memoriam). Elizeu ainda teve mais três filhos num outro relacionamento estes foram Manoel Conceição dos Santos, Gerson Conceição dos Santos e Luis Conceição dos Santos.

Jonas Lino Ferreira de Oliveira casou-se com Maria José de Oliveira (Fia), tiveram nove filhos sendo eles Manoel Arestides de Oliveira, Idalício Arestides de Oliveira, Moisés Arestides de Oliveira, José Arestides de Oliveira, Orlando Arestides de Oliveira, Rute Arestides de Oliveira, Alaíde Arestides de Oliveira, Auzenite Arestides de Oliveira, e Maria José de Oliveira Cruz.

Francisco Ferreira de Oliveira (Chico Lino) casou-se com Áurea Alves da Silva (Nina) e juntos tiveram doze filhos sendo eles Jessé Ferreira de Oliveira, Francisco Ferreira de Oliveira Filho (Chiquito), Marta Ferreira de Oliveira, Zezé Ferreira de Oliveira, João Ferreira de Oliveira, Lucia Ferreira de Oliveira, Antonio Ferreira de Oliveira (Tota Lino), José Ferreira de Oliveira, Lourdinha Ferreira de Oliveira, Estelita Ferreira de Oliveira, Maria do Carmo Ferreira de Oliveira(Carminha) e Maria Júlia Ferreira de Oliveira.

E dessa forma se constituiu a tríade dos Linos, nas próximas postagens iremos falar mais sobre seus descendentes até os dias atuais.



Texto.: Profº. Pesquisador. André Almeida, 2020

A Prole de Elizeu e Sinhá - Episódio I

 

Fotos de família: Maria Benigna (Lili) e seu esposo Erasmo (in memoria)

Durante um certo tempo busquei levantar informações a cerca dos familiares ascendentes, mas devido dificuldades de buscar novos dados por conta das implicações ocasionadas pela pandemia de COVID-19 que tem acometido toda  população mundial desde final de 2019. Diante ao exposto vamos focar um pouco sobre a estirpe gerada a partir da união entre Elizeu e Maria Alves (D. Sinhá).

    Estes casaram- se em 01 de Maio de 1934 na cidade de Nova Soure-Ba, na Igreja Matriz dedicada à Nossa Senhora da Imaculada Conceição, sem muita informação a cerca dos fatos deste dia.  É sabido que eles foram morar na localidade conhecida como Melancia, esta já foi mencionada em outro texto, para saber mais sobre essa comunidade basta clicar no link a seguir (https://pesquisagenealogia3.blogspot.com/2020/05/povoado-melancia-nova-soure-ba.html), aí nesta localidade Elizeu já possuía terras, criações de animais. Em Fevereiro de 1935 Elizeu e D. Sinhá tiveram seu primeiro filho uma menina a qual deram o nome de Maria Benigna (Lili), esta se tornou aquela que seria durante um tempo a herdeira do casal tanto dos seus bens, como de suas responsabilidades, ajudando seus pais nas obrigações da casa e no manejo dos animais. Aos 14 anos de idade da primogênita estes mudaram-se para a localidade conhecida como Fazenda Conceição (atual Tanque Novo) onde Lili conheceu aquele que se tornaria seu esposo e pai dos seus filhos, Erasmo Costa, este era vaqueiro na região! Casara-se e ficaram morando também na Fazenda Conceição, aí construíram sua casa e tiveram 6 filhos, são eles Noêmia de Oliveira Costa, Edmilson de Oliveira Costa, Antonio José de Oliveira Costa, José Hélio de Oliveira Costa, José Erasmo de Oliveira Costa, José César de Oliveira Costa. Algum tempo depois estes, mudaram-se para a Comunidade do Cabeleiro, onde o casal viveu e criou seus filhos até o falecimento de Erasmo no ano de 2020, atualmente Lili vive com um de seus filhos após enviuvar-se.



Texto: Profº. Pesquisador André Almeida, 2021.

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

De onde vieram meus ancestrais???

 

A expulsão dos judeus, em aguarela de Roque Gameiro.
A expulsão dos judeus, em aquarela de Roque Gameiro.

Sempre me pergunto se alguma das histórias que ouvi dos meus tios ou até mesmo da minha bisavó tinham alguma forma de serem confirmadas, porque ao analisar cada pedaço de informação ficava mais encantado ainda com os relatos, algum tempo após começar a conhecer essas histórias continuo me encantando por tais relatos e acontecimentos. Lembro-me de certa vez ouvir que os antepassados de vô Elizeu haviam fugido da Europa, pois estavam sendo perseguidos “numa guerra por serem de origem judia”, essa história me deixou curioso, pois não me recordava de ter ouvido falar sobre perseguições aos judeus com exceção ao episódio do Holocausto, mas então resolvi pesquisar: durante esse intento fui descobrindo que havia registro da presença destes em territórios portugueses e espanhóis, e que devido a conflitos internos esses judeus foram expulsos dos territórios hispânicos e posteriormente lusitanos, principalmente devido a um acordo matrimonial entre D. Manuel de Portugal com uma princesa espanhola, este acabou por promulgar um decreto dando prazo de 10 meses para os judeus deixarem os territórios portugueses. Muitos desses que fugiram de Portugal acabaram por vir para o Brasil e aqui se estabeleceram principalmente nas terras do nordeste brasileiro. Mesmo tendo estes empreendido fuga para além mar afim de não serem mais perseguidos pelo TSOI – Tribunal do Santo Ofício da Inquisição, encontram-se publicadas as documentações conhecidas sobre três visitações: entre 1591-1795 (Bahia, Pernambuco, Itamaracá e Paraíba), 1618-1620 (Salvador e Recôncavo baiano) e 1763-1769 (Grão Pará e Maranhão). Então assim temos “confirmações” desses relatos sobre essa tal perseguição por serem de origem judia. Recentemente ouvi relatos sobre os antepassados de vó Sinhá onde no decorrer da conversa fui informado de que o pai dela João Torquato era de origem espanhola, agora resta buscar saber se estes antepassados também eram de origem judia e se foram perseguidos.


Texto: Profº. Pesquisador André Almeida, 2020.



Fonte: 

http://historialuso.an.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5139&Itemid=334

https://www.sciencedaily.com/releases/2012/05/120525103750.htm,

http://www.cidadeimaginaria.org/bib/JudeusCaldas.pdf


terça-feira, 5 de maio de 2020

Povoado Melancia - Nova Soure, Ba

Vista da rua principal do povoado com a Igreja em honra a São Sebastião em destaque.
Foto: autor desconhecido
[Como se forma uma comunidade? Quais os processos que passa um determinado local até chegar no status de comunidade? Nessa publicação vamos explicar através de relatos de alguns dos moradores nativos como surgiu a Comunidade da Melancia.]

Segundo as informações coletadas com moradores dessa localidade, essa povoação começou por volta dos anos 1920 com três irmãos, Elizeu Ferreira, Jonas Lino e Francisco Ferreira estes filhos de José Lino  de Oliveira e bisnetos do Capitão José Ferreira de Carvalho fundador da cidade de Araci no sertão da baiano. De acordo com relatos o primeiro morador foi Elizeu que adquiriu uma propriedade no local, a antiga Fazenda Melancia e ali estabeleceu moradia, mais precisamente na "cabeceira" da ladeira da Melancia na estrada que segue sentido ao Povoado do Paiaiá, enquanto seus irmãos também adquiriram propriedades próximas a ele. Jonas adquiriu uma propriedade conhecida como Gruta do Tomé, pois quem tomava conta era um senhor de nome Tomé, enquanto que Francisco foi para a localidade conhecida como Capim do Balaio, na mesma estrada que liga o povoado do Paiaiá ao povoado da Melancia. Em 1949, Elizeu já possuía propriedades na localidade conhecida como Tanque Novo, então vendeu suas propriedades da antiga fazenda Melancia a seu irmão Jonas e foi embora com toda sua família para o Tanque Novo(abordaremos melhor sua trajetória em outro texto).
Ainda de acordo com os relatos alguns moradores foram fixando moradia na Melancia com o auxílio de Elizeu, já que este começou a ceder terras para aquelas famílias que trabalhavam nas propriedades dele, pois muitas moravam longe e com essa prática ele mantinha sempre a mão de obras, ali por perto e desse modo foi surgindo o povoado e ganhando características próprias até os dias de hoje se moldando de acordo com suas necessidades, cultura e saberes. Além destes três irmãos um tempo depois a irmã deles Teodora e seu esposo Migdônio também foram morar no povoado. 
Fato curioso foi que estes três irmãos casaram com três irmãs oriundas do Povoado Icó Miúdo, estas filhas de João Torquato e Joanna Pereira (falaremos mais do clã Torquato em outro texto). E assim deram inicio a uma imensa linhagem. Elizeu casou-se com Maria Alves de Jesus (Sinhá), Jonas casou-se com Maria José Pereira da Silva (Fia) e Francisco casou-se com Áurea Pereira da Silva (Nina).

Texto: Profº. André Almeida adaptação de relatos de moradores, 2020.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

ELIZEU E O CAPITÃO FERREIRA


TEXTO 1
Pedro Carvalho, pesquisador adiantado na investigação genealógica da família, conta em seus estudos entender que Elizeu Ferreira de Oliveira era filho de José Lino de Oliveira e neto de Rita Constantina de Oliveira e Virgínio Eloy de Oliveira; “...Elizeu, ele é Filho de José Lino que era filho de Rita Constantina e Virgínio Eloy...”..."minha tataravó, Leonídia Constantina era irmã de José Lino."..."eu já cheguei até o tataravô de Rita Constantina."
Para mim, Elizeu neste estudo mostra uma ligação ainda não comprovada com Capitão José Ferreira de Carvalho (nascido em Serrinha, BA, em 1783, falecido em Araci/BA em 1866, filho de Manoel Ferreira Santiago e de Maria da Conceição. José Ferreira é o fundador da cidade do Araci na Bahia.
Para ilustrar o entendimento da história o trecho abaixo dará maior importância a comprovação deste conto familiar;

PARTE 2
Nascido em 1783, filho de Manoel Ferreira Santiago e Maria da Conceição, casado com Maria do Rosário do Espírito Santo, teve nove filhos: Severo Fabiano de Carvalho, Ludovico Antunes de Carvalho, Rita Constantina de Oliveira, Antônia Francisca do Espírito Santo, Ângelo Fabiano de Carvalho, Francisca Rosa de Lima, Maria Fidélis de Lima , Carlota Ferreira de Lima e Antônio Martins Ferreira.

José Ferreira de Carvalho havia recebido título de capitão da guarda nacional que, segundo costume da época, tinha entre suas incumbências fundar vilas e povoações, que teriam jurisdição, liberdades e insígnias segundo foro e costume da época (Carta…, 1966, p. 193-202)[5]) e assim ficou conhecido na época, embora tenha se recusado a e se envolver em assuntos político quando confrontado[6], mas parecia ter em si anseio e impulso para a exploração de novas terras, pela fundação de lugares e de levar em diante suas convicções religiosas.

Residia na Fazenda Serra Grande, município de Serrinha. Após o casamento, foi residir na fazenda Pedrão, que pertencia a seu sogro, no município de Irará. Algum tempo depois retornou para a região então conhecida como Campo Limpo, no município de Serrinha. Firmando ali sua nova residência, na ocasião recebeu convite para se envolver na política por autoridades serrinhenses, no entanto ele mantinha alegação falta de vocação, negando então o convite, tendo sofrido, por esta razão, certa coação, resultando daí a sua retirada daquela fazenda, o que o levou a idealizar e comprar de um proprietário de nome Paulo Rabelo, residente na então Vila de Entre Rios, vinte léguas quadradas de terra, o correspondente a 120 km².
Foi nestas vinte léguas que José Ferreira de Carvalho fincou residência, dando nome de "Fazenda Raso"

Texto: Prof. Tadeu Almeida

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

COMO OS FERREIRA VIERAM PARAR EM TERRAS NOVASSOURENSE

Em se tratando do Patriarca da família, Elizeu, relatos dos seus filhos Luzia Alves de Oliveira e Dorgival Alves de Oliveira nos conta que os três filhos mais novos de José Lino de Oliveira e Dona Ana Arestide de Oliveira, os jovens Elizeu, Jonas e Francisco fugiram de casa assim que seus pais vieram a falecer, pois recebiam maus tratos dos outros irmãos. 
Estes três irmãos fixaram moradia na localidade conhecida como Capim do Balaio, próximo a um local conhecido como Melancia o que seria mais tarde o Povoado Melancia. Elizeu adquiriu uma porção de terra que não se sabe se dividiu ou vendeu a seus irmãos Francisco e Jonas, depois adquiriu mais uma porção onde existia a fazenda Tanque Novo e ali estabeleceu moradia até idos dos anos 50 ou 60. Mais tarde adquiriu uma nova propriedade na Fazenda São Miguel estabelecendo-se ali com filhos e esposa até a sua morte em 28/07/1980.

Autor - André Almeida, 2020
Revisão - Tadeu Almeida, 03.02.2020

Em busca de João Torquato e Joana Pereira

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